segunda-feira, março 3

Era "Pisciana" lol

Entramos em Março, mês do meu signo... Está um dia primaveril "lindo", sinto-me animada a ponto de ter actos de pura estupidez (como desatar a rir no médico quando toda a gente espera que berre enquanto ele me torce a coluna)... E, porque o dia de aniversário até está próximo, ocorreu-me aproveitar algum tempo livre p'ra cuscar o que a astrologia tinha a dizer sobre "peixes". Ora aqui vai então um pouco da teoria (não me perguntem onde fui buscar, já nem sei) :
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O Sol nos Signos
A inteligência em Peixes
Márcia Mattos – Astróloga
A consciência “pisciana” é subtil e sensível. Sem se deter em ponto nenhum, ela capta a impressão geral das situações. Donos de uma mente maleável, eles ajustam a visão e o foco dependendo de cada momento, como a lente de um fotógrafo (sempre tive paixão p'la fotografia, lá está). Sem um olhar preestabelecido, o melhor acontece quando não esperam nem buscam alguma coisa. É neste instante que acham.
A inteligência de Peixes é receptiva e faz sintonia com as situações que chegam até ela, sem que precise procurá-las. Eles possuem uma enorme clareza para perceber, de imediato, o clima, a atmosfera e a alma de uma situação. Tudo que possa ser refinado e subtil é imediatamente detectado pela percepção destas pessoas. Sua visão é geral, ampla e a sua inteligência acontece com a apreensão desta totalidade, nunca dos detalhes.
Eles vêem com sensibilidade e percebem primeiro aquilo que é menos corpóreo e palpável. Avessos à análise, desconfiados da racionalidade, a sua inteligência capta magistralmente aquilo que flui. É usando do dom de misturar-se nas situações e com os outros que Peixes consegue aprender e brilhar.
As pessoas que nasceram com o Sol neste signo possuem a inteligência de enxergar o poético e o sublime em momentos que podem até ser considerados banais e sem importância para os outros. O inverso também acontece: situações que são consideradas graves e preocupantes para os outros, eles percebem como banais e sem valor diante do contexto geral da vida, da paisagem humana, daquilo que é realmente importante.
Eles tem a capacidade de colocar o pequeno no macro e o macro no pequeno. Nada no mundo, em sua visão, é simples, único ou rígido, mas múltiplo e misturado. Quem tem o Sol em Peixes sabe colocar a alma em cada pequena coisa e fazê-la encantadora, já que mesmo a menor das circunstâncias compõe e faz parte do Todo.
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O Simbolismo de Peixes
A verdadeira lição do silêncio interior
Ângela Brainer – Astróloga
Entender o signo de Peixes, é entender o verdadeiro mergulho interior. O mergulho que é alcançado com o silêncio. Não o silêncio como ausência do barulho, mas o silêncio que implica em esvaziar-se totalmente, de todos os símbolos, de todas as imagens e lembranças, de qualquer conteúdo do ego. O silêncio que coloca a pessoa, consciente, como canal vazio diante da Unidade cósmica, diante da Fonte. (isto cheira-me demasiado a esoterismo lol) Compreender o signo de Peixes, é compreender que somos templo do Sagrado. É deixar-nos transformar pelo amor (a quem o dizem lol), de modo a superar o egoísmo que nos impede de abrir, no nosso coração, um espaço onde o Sagrado nos fará instrumento de sua misericórdia. E, neste espaço não há lugar para interesses e limitações mesquinhas. Pois o verdadeiro amor não tem limites nem cobranças, resulta da perfeita conformação da vida com o querer divino. (ãh?!?)
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Poesia para Peixes
As lentas nuvens fazem sono
Fernando Pessoa
As lentas nuvens fazem sono,
O céu azul faz bom dormir.
Bóio, num íntimo abandono,
À tona de me não sentir.
E é suave, como um correr de água,
O sentir que não sou alguém,
Não sou capaz de peso ou mágoa.
Minha alma é aquilo que não tem.
Que bom, à margem do ribeiro
Saber que é ele que vai indo...
E só em sono eu vou primeiro.
E só em sonho eu vou seguindo.
(quem tem sono agora sou eu lol)

sábado, março 1

Crítica q.b. (alerta de feminismo)

Os acontecimentos dos últimos dias e a postagem de um recentemente conhecido "bloggista", têm me feito pensar bastante sobre alguns contrasensos da vida, mais especificamente, dos relacionamentos de hoje em dia. Falava ele sobre as púdicas que ainda existem nos nossos tempos, como se do Séc.XIX falassemos. Existem algumas púdicas, concordei eu, mas também já se começa a ver por aí muitas "galdérias" e, na minha opinião, deve-se viver num meio termo (diz a sabedoria popular que «uma grande mulher quer-se como uma lady na rua e uma puta na cama»). Pensando nisto sobre o lado FEMININO, obviamente tive que pensar sobre o comportamento MASCULINO e foi esse que me trouxe aqui para escrever.
Diz-se que nos nossos dias já não vivemos numa sociedade onde o homem se considera o "machão", assumindo actos estúpidos para o provar, e que dessa forma também já não há muito quem trate a mulher como um objecto. Parece-me a mim que isso está muito longe de ser verdade (note-se os casos de violência conjugal que os media divulgam e os que, muitas vezes mais, ficam por divulgar), mas essa é até um caminho por onde não quero entrar. A mim, talvez porque esteja um pouco de cabeça quente e com coração a arrefecer, ocorre-me falar sobre o comportamento masculino nos namoros dos nossos tempos. Eu disse "namoro"?? Alto lá, tenho que reformular, desculpem! Hoje em dia fala-se de "amizades coloridas", isso sim (cheira-me que o nome terá sido atribuído por um homem, porque na grande maioria das vezes essas relações de colorido não têm nada, pelo menos para as mulheres) e as coisas começam sempre com ele a dizer que quer algo "sem compromisso". Sem compromisso... Ora, alguém me explica o que significa isso?!? Sim, estou mesmo a precisar que me elucidem, porque pela experiência pessoal mais vale nem tentar decifrar a expressão. Conversa-se um bocado sobre o assunto e ouve-se sempre algo do género de não andarem à procura de ninguém, de não se quererem prender, de não serem ciumentos nem tolerarem cenas de ciúmes ou "trelas", de não gostarem de se sentir obrigados a estar com alguém e de acharem que cada um deve continuar com a sua vida como se fosse totalmente independente... Até ai, pronto, a coisa até se engole e não parece muito mal. Ou melhor, não pareceria mal se não fossem eles próprios a depois (e por muitas vezes) tomarem atitudes contraditórias ao que expressaram ser a sua vontade. Trocando por miúdos, e é claro que não posso estar a referir-me a quem ainda tome atitudes de "púdica", uma mulher até se sente bem com um determinado "amigo", aceita/partilha os termos impostos e a relação lá começa a aquecer e a "sobreviver" ao dia-a-dia. As coisas parecem encaminhar-se de forma positiva, o homem faz o que bem quer e lhe apetece e a mulher não faz um comentário que seja, porque as condições já estavam estabelecidas, mas depois a mulher vai p'ra fazer o que bem quer e lhe apetece e... alto e pára o baile!?! - "Como é que é??; Ela está a falar com outros?; Olha p'ra gaja a dançar com amigos como se eu não estivesse aqui!; Oh miúda, pareces mal hoje, nem me passas bola nenhuma;" - e pronto, isto é só um exemplo do que eles dizem ou, quando não dizem de caras, atiram p'ro ar ou depois criticam com os amigos... Mas então, e agora pergunto eu, como é que é? Eles não querem coisa séria... Mas criticam como se fosse coisa séria... Eles querem liberdade absoluta... Mas criticam a mulher por agir como borboletas livres... Eles despacham as mulheres se sentem ou pensam sentir que lhes estão a por "trela"... Mas querem as mulheres de rédea curta no que toca a amizades... Eles não querem que a mulher esteja sempre a fazer convites, para não terem que arranjar desculpas... Mas são os primeiros a vir com mensagens de saudades e comentários que de as mulheres não os convidam... Isto percebe-se? Desculpem, mas EU NÃO PERCEBO!
E depois ainda dizem que «mulher é bicho complicado»...

sexta-feira, fevereiro 29

Me, myself and i


A imagem que melhor me caracteriza no momento (felizmente, o "acidente" não foi assim tão estrondoso lol) e que, por acaso, é o fundo do meu desktop desde que vim p'ro novo office.

quinta-feira, fevereiro 28

Alice no País das Maravilhas...

... foi daqueles desenhos animados que nunca gostei de ver. Não sei porquê, mas não me cativava minimamente e, ao invés, causava-me um arrepio na espinha sempre que assistia a algumas cenas da Raínha de Copas e do Coelho do Tempo (ou lá como se chamavam). Era certinho e direitinho que nos dias em que assistia a alguns episódios (porque o irmão mais velho assim o impunha) as noites eram atribuladas com pesadelos, tivessem ou não a ver com a série. Desta forma, ao ouvir falar em "Alice no País das Maravilhas" nunca lhe atribuí uma conotação muito positiva, mas as pessoas, não sabendo disso, muitas vezes pegavam comigo por causa do nome.
Ora, o nome! Não sei quem teve a fantástica ideia de mo dar (por acaso até nunca desgostei), mas agora interrogo-me se seria algum amante dos desenhos animados com a crença de que nomeando-me Alice me daria uma vida de maravilha!?! Brr, de maravilha não tem nada... e tal como acontecia a ver a série, quero é acordar e sair do pesadelo em que isto às vezes se torna.
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(se alguém ficou com dúvidas sobre o nome... Mariana Alice Maciel, that's me! ... e assim se explica o "mali")

quarta-feira, fevereiro 27

Crises

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dias cinzentos em que nos sentimos tristes e a vida nos parece ainda mais triste do que muitas vezes é! Nem sempre se explica o porquê... Por vezes é um sentimento sem razão, mas outras vezes não... Importa é não stressar, porque a vida não pode parar.
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(o mal é que "stressada", ou melhor, "ansiosa" é o meu nome do meio)

Porque o silêncio magoa...

Apaixonei-me?
Desapaixono-me!
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Canso-me do sofrimento que "sirvo de bandeja" a mim mesma por não saber controlar os sentimentos que, irracionalmente, controlam o meu dia-a-dia.
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Jurei não permitir mais lágrimas; sentindo uma a formar-se, "salto fora".
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E assim não julgo quem me disser "eu avisei-te".
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«Quando estiveres ou te sentires sozinha, lembra-te que há outras pessoas que se sentem assim. Dessa forma, sabes que afinal não estás sozinha, estamos todos no mesmo barco.»
in P.S., i Love You (the movie)

domingo, fevereiro 24

Azares... c mt sorte

Bem se sabe que a língua portuguesa é muito traiçoeira e, na maioria das vezes, aquilo que se diz não tem um significado tão literal quanto se pensa... Mas este fim de semana, p'ra fugir à regra, aqui a "je" fez questão de levar à letra a expressão «cair de queixos». Um mês depois de ter "caído" por alguém (sentindo-me estupidamente apaixonada, embora com grandes dúvidas quanto à reciprocidade do sentimento), desta feita caio mesmo de queixo no meu tão adorado "Lip". Não me perguntem como, porque nem eu sei bem, mas a meio da noite lá estava a menina a bater com a tola e a fazer estragos. Explicando, aqui a "je" escorrega, bate com o queixo num copo alto que estava pousado em cima da mesa, parte o copo e corta o pescoço :( Tironi Tironi não houve... Como a tendência p'ra desmaiar é enorme, lá fiquei meio abanadada estendida nas escadas à porta do Lip enquanto as (santas) amigas faziam o primeiro curativo da noite, opinando que apesar de estar feio não deveria ser caso p'ra pontos. E digo o primeiro curativo, porque como sou uma gaja de "sorte" ainda levei mais duas cotoveladas na ferida e não passei sem mais dois curativos bem improvisados. Ai, não me lembro de alguma vez na vida ter ficado tão pálida - branca como cal!! E verdade seja dita, enjoei de me sentir tão enjoada e tonta nesta noite...
Mas porque no meio de azares há que reconhecer quando se tem alguma sorte, mais uma vez tenho que dar graças pela "falta de pontaria do copo que me abriu o pescoço"... Porque uns centímetros mais a baixo era a veia! Ora, esta questão puxa-me p'ra um outro ditado popular «não há duas sem três e à terceira é de vez» :( Não sendo, nem querendo passar por supersticiosa, diga-se que não estou nada ansiosa pela próxima... Sim, porque em Janeiro cortei um pulso mesmo a milímetros das veias, em Fevereiro cortei o pescoço e por centímetros falhei as veias também... Brr, só peço que Março me traga um bom aniversário e não preciso de mais nada!?!

Cezinha, Pris, Ildita: bigada gajas por todos os cuidados prestados e desculpem qualquer coisinha! Adoro-vos :)