terça-feira, junho 30

Dia nacional do camelo

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Lucrassemos nós com 1€ por cada um que entra na loja e só ontem teríamos feito o objectivo mais os 5%. Quem se saiu com a máxima "o cliente tem sempre razão" de certeza que nunca trabalhou em comércio, restauração ou qualquer coisinha que obrigue o atendimento ao público... só pode!?!
Diga-se de passagem que conseguir o objectivo é bom. É muito bom para quem já lá trabalha há 10 mesinhos e vê os prémios mensais por um canudo. Mas arre que parecemos pretas para conseguir uns "míseros" euros. Pretas?!? Nah, acho que ontem passei mesmo por cigana - pelo menos a loja parecía uma banca da feira e já me estava a deixar com os pirolitos ao alto.
Dass, acho que até o famoso Eduardo Mãos-de-Tesoura conseguia entrar naquela loja para ver roupa e deixar tudo mais arrumado do que os pretensos clientes com as suas "gadanhas". Deumalibre!! Sou a mais paciente lá do sítio e até a mim conseguem tirar do sério...
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segunda-feira, junho 29

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Há acontecimentos que têm o seu quê de graça por se darem sem uma pessoa estar minimamente à espera. Desde uma esfregona que se parte e vôa loja fora, a uma nota de 100€ que se esconde por baixo do caixa, ou uma paixão que surge inesperada e avassaladoramente. Podem ser as situações mais caricatas e, desde que se encarem com um olhar positivo, são sempre bem-vindas.
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Há, no entanto, situações sobre as quais não se tem grande controlo e, apesar de serem bem-vindas, têm sempre o seu quê de duvidoso. Porquê? Porque ninguém gosta de perder o controlo sobre as coisas, essencialmente, sobre a própria vida. E quando há algo que não depende apenas de nós, bem... é caso para dizer "gato escaldado de água fria tem medo".
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Medo, sim. Mas sou do contra. Gosto de viver, gosto de arriscar... E não foi preciso muito para ter a certeza de que não estou iludida, mas sim viciada!
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"Não há palavras, não as há, desnecessárias que são, nestes momentos... quando o silêncio tem tanto para dizer e não conseguimos ouvir mais do que as palavras perdidas que vamos soltando ao vento, à realidade, como que para enganar sussurros... calar o que não é pronunciado, porque, a (ir)realidade é essa mesma... de que as palavras aqui não existem, não as há."
excerto...
(plagiando uma amiga)

sexta-feira, junho 26

Karma

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Nas últimas semanas, tenho questionado imensas vezes se a pessoa que tem vivido em mim nos últimos anos foi mesmo "eu".
Julgo ser a primeira vez que sinto esta dúvida, uma hesitação que a vontade quebra constantemente... talvez receie descobrir que afinal o sonho de criança ainda habita em mim.
Abala-se o meu mundo e as defesas que fortaleci esmorecem agora apenas com um olhar da cor do mar...
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quinta-feira, junho 25

Não há dúvida

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...de que a primeira impressão é sempre aquela que prevalece. Pode nem ser a mais correcta (ou nem ser correcta de todo), mas é preciso uma constante vivência com alguém para darmos a conhecer o nosso verdadeiro "eu". Um "eu" muitas vezes oposto à ideia pré-concebida que têm de nós.
Sou calma, um ser tranquilo que retira prazeres das coisas mais simples da natureza por com ela se identificar. Espelho-me num mar que às vezes também tem as suas ondas agitadas (não querendo isso dizer que haja tempestades constantes). É, no entanto, frequente para quem me conhece entre amigos na noite ter a ideia de uma Mariana "maluca", viciada na vida agitada (de que muitas vezes preciso, embora com ela pouco me identifique). Já chorei muitas vezes, confesso, por sofrer o peso de ideias tão erradas que concebiam de mim - mesmo de consciência tranquila, entristecia-me sentir o tão baixo valor que me davam numa sociedade tão preconceituosa que mal nos permite viver de forma livre sem sermos "etiquetados" [ sou quem sou, não quem querem que seja].
Na realidade, todos somos como uma notícia da qual não basta ler o cabeçalho...
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quarta-feira, junho 24

"Desliga o cérebro...

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... desliga o cérebro, Mariana" - é o que estou constantemente a dizer a mim mesma. Mas hoje é daqueles dias em que não consigo; não aqui parada há horas sem nada fazer. Quando vim para cá disse que vinha guardar a loja até às 24h, mas com o shopping tão deserto como está nem disso há necessidade. Posso fazer as maiores figuras de ursa mesmo aqui no meio, pois não passa ninguém para o constatar. É noite de S.João e eu fechada na loja - a preta de serviço. Não há absolutamente nada para fazer, por isso escrevo tentando manter-me acordada.
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A tarde? Passada no armazém para que o gerente ficasse na loja a vender, tentando ultrapassar os meus valores. Quer ficar com a taça do 1º lugar, como se isso nos desse lucro algum. Enfim...
De dia para dia, a situação torna-se cada vez mais difícil de engolir. É ver um gerente com comportamentos infantis e sem capacidade de motivar, e ver toda uma equipa a perder o gosto com a desmotivação a crescer. Já tivemos melhores dias, já. E torna-se saturante esta rotina cheia de tensão.
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A noite? Enquanto tive companhia, fez-se uma mini-performance de danças latinas com toda a loja a servir de pista (é ver quem fica insano com mais rapidez). Mas agora aqui sozinha é de "rabo alapado" no escadote, de caderno no colo, a trás do balcão, com tudo pronto com 2h de antecedência. Se isto não é de dar em louco, digam-me o que é...
Logo hoje que é noite de "rambóia" e nem a minha companhia habitual me ajuda a passar o tempo com sms. [naturalmente, eu também não ia chatear em noite de diversão - ensinou-me a maturidade a deixar viver alegremente aqueles de quem se gosta].
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Ai, que bom era ter liberdade!
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segunda-feira, junho 22

"Gosto da praia à hora das gaivotas, quando a maré desce e tudo parece acalmar."
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Não há outro lugar como a praia onde melhor (re)encontre a minha serenidade. Olhar o mar imenso, perder-me num azul brilhante, sentir o calor do sol, o cheiro da maré e a brisa suave no ar...
Muitas são as vezes em que procuro a praia para pôr as ideias no lugar, para me acalmar ou simplesmente gozar um pouco do sossego da solidão de que ninguém gosta. Se estou mal comigo mesma ou com a vida, é o meu destino habitual. Acredito que todos devemos de quando a quando ser capazes de ficar sós com nós mesmos e ouvir o que vai em nós. Só assim podemos emendar o que está mal e fazer sobressair o que temos de bom para dar aos outros. É uma busca, não pela solidão, mas pela tranquilidade que me define.
Recordo as férias nos Açores e muitas vezes me valho das lembranças para sossegar. As paisagens verdejantes, o imenso azul, o ar puro, as noites estreladas... Creio que destino algum jamais me fez sentir como lá, onde facilmente me perdia e as horas passavam sem notar. Sinto saudades, confesso. E aconselho qualquer um a lá ir.
Por aqui, e enquanto escrevo, vou olhando a linha do horizonte. Ouço os pássaros lá fora, sinto uma brisa a entrar... Fecho os olhos e sinto-me completa. Viva e capaz de amar!
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sábado, junho 20

Fico espantada

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Revoltada com a sociedade de hoje em dia. Ver a facilidade com que gatunos destroem a vida de uma pessoa, arruínam negócios, tão só pela rebeldia e pelo prazer de assaltar.
Revolta e assusta! Ao ser testemunha de um assalto, penso no que seria de mim se tal acontecesse com o meu negócio.
Acreditem, não é nada agradável acordar às 5h30 da manhã com o som ensurdecedor de vidros a partir e alarmes a tilintar. O coração dispara, o primeiro pensamento é que nos apanharam os carros e o impulso é saltar da cama fora para a janela, testemunhando um crime sem sequer pensar no perigo do acto. "E se estivessem armados?!" - só ouvia o meu pai dizer.
Quanta à viatura utilizada, também essa roubada na mesma noite. Não sendo isso surpreendente, infelizmente. O alvo? O talho, pela segunda vez em três meses. Vê-los sair com aquelas carnes ao colo, despejando-as para a viatura, no seu maior entusiasmo. "Filhos da p***", era só o que conseguia dizer.
Sei que estas coisas acontecem em todos os lados,mas sinceramente ainda me revolta mais por ser um talho onde nem sequer foram ao caixa. Carne? Carne?? Com tanta gente a morrer à fome e eles tão só com o prazer de estragar!? Revoltar-me-ia menos uma loja comum de onde retiram os bens para depois vender e lucrar. Mas carne? Pelo amor de Deus!...
É esta a realidade com nos deparamos nestes tempos e, infelizmente, aqui pelo centro cada vez mais. Não admira que pais fiquem de coração nas mãos, sem noites de sossego, sabendo que ando (andamos) na rua e é precisamente essa a hora de chegar.
Fiquei nervosa, irritada a ponto de não dormir mais e até me sentir mal. É fustrante a sensação de ver e nada poder fazer para ajudar!
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sexta-feira, junho 19

Estarei...

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... iludidamente viciada ou viciosamente iludida??
(um pouco como ser ou não ser - heis a questão)
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Sem pressas...
Sem pressões...
Sem o que quer que seja...
One step at the time...
Porque vícios são 99% das vezes ilusão!
E ilusão é um estado em que vivo constantemente, num doce encantamento onde não há vida sem paixão. - O eterno conflito sentimento vs razão.
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Sim, conflito. Porque sou aquele ser que vive com a razão fervilhando, mas deixa sempre seguir-se pela emoção. Impactos fortes que tanto fazem explodir de alegria, como mergulhar em horas de solidão - mas sem os quais não existo.
Sinto que quero, mesmo tentando dizer a mim mesma que não, porque é um sinto que nunca senti assim... Quando muito fica por explicar.
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A vida nunca é bem aquilo que planeamos para ela. Mas o que interessa é saber vivê-la e espremer tudo que tem de bom.
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«Ser feliz é ter maturidade para dizer "errei", é ter ousadia para dizer "perdoa-me", é ter sensibilidade para dizer "preciso de ti", é ter a capacidade para dizer "amo-te". Ser feliz não é ter uma vida perfeita, mas usar as lágrimas para refinar a paciência, usar as falhas para esculpir a serenidade, usar a dor para lapidar o prazer... Jamais devemos de desistir de ser feliz, porque a vida é um espectáculo imperdível.» (autor desconhecido)
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Significados

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Não sei porque carga d'água, mas hoje deu-me para andar a pesquisar sobre a origem do meu nome. Tretices, naturalmente, mas cá as deixo para quem quiser ler...
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MARIANA vem da contracção de Maria e Ana. (Jura? foi dificíl lá chegar, não?!)
Mariana nunca se desnorteia. (ups, esqueçam as vezes em que disse estar sem norte) Acha que deve desempenhar um papel de relevo na nossa sociedade. (deve ser por isso que gosto tanto de passar discreta) Amiga de muita gente, é mulher de uma só paixao. (bolas, devem querer dizer uma de cada vez) Vive no entusiasmo, mas toma as suas decisões na calma da sua solidão. (calma? chamo-lhe mais sossego, de calma tem pouco)
Quando fica com aquele ar adormecido, é quando fomenta as suas maiores resoluções. (vá lá, algo com que me identifique)
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Enfim, é p'ró que dá quando não se faz mai'nada. Deumalibre...
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quinta-feira, junho 18

Vícios

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Hoje é mais um daqueles dias em que, terminado o serviço, apetece-me escrever. Não me apetece dar à pachorrice, está um dia tão lindo e sinto-me tão bem que... enfim... nem sei que diga. lolol
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Estou cada vez mais viciada em tu, é verdade. Não sei porquê, mas gosto da sensação. Queiras ou não queiras, gostes ou não gostes, é assim que me sinto e sinto-me bem...
Aturas-me, fazes-me "companhia", fazes-me rir. Pode ser pouco e sem intenção, mas para mim é muito. Uma amizade saudável. E cada vez te gamo mais por isso...
Se a vida fosse um jogo, não me importava que estes fossem dados viciados para ficar :)
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quarta-feira, junho 17

Tou boa pr'a reciclagem lol

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Ela é esofagites....
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.................Ela é gastrites...
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....................................Ela é pyloris...
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...rai's'parta o bicho! Não podia ter ido alojar-se noutro estômago qualquer!?!
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Venham lá as dietinhas - já p'ra não variar. loool
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domingo, junho 14

Os deuses devem estar loucos...só pode!?

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«Hoje vai ser o pior domingo da história», dizia o gerente enquanto estavamos os quatro na loja olhando para a porta na esperança de ver alguém entrar. «Faltam os bons clientes, nem parece domingo.»
Era ver quem mais abria a boca entediado com as horas mortas que se ia somando. Animação, só mesmo no cd do Ricky Martin a tocar. A música já cansa, mas pelo menos é um som de fundo que "enche" a loja.
Mudamos de posição só mesmo para sentir que ainda nos mexemos. Parecemos perros, dá vontade de espreguiçar e deitar como se ninguém lá fora nos visse.
Entram clientes, ou pelo menos nós assim os apelidamos. Estão só a ver, mas os portugueses fazem-no com as mãos. Casacos abertos, calças desalinhadas, gravatas a cair - é o pão nosso de cada dia esta desarrumação. Pelo menos dão-nos algo para fazer, entre desarruma e arruma o tempo sempre vai passando.
Volta e meio, "foge-se" para o armazém. Beber água, devorar bolachas, enviar sms, ou simplesmente alapar o rabo, tudo vale para escapar por uns minutos ao aborrecimento eminente na loja. Há quem vá até ao armazém queimar tempo com a escrita, mas tamanha idéia só pode sair de uma cabeça como a minha. Já que hoje nem limpezas há para fazer, põe-se os neurónios a exercitar.
Com tudo isto, são quatro os olhares vazios na loja que comunicam entre si apenas por se "tocarem". Há horas em que nos cansamos uns dos outros, as conversas terminam ou dão lugar a brincadeiras sem nexo algum. Uns cantam, uns dançam e todos nos rimos de nós mesmos, como se as horas que passam levassem parte da nossa sanidade com elas.
Hoje não considero isto um trabalho, mas de modo algum diria que é um emprego - o cansaço psicológico que daqui advém não permite considerá-lo. De "consolo" (para uns) fica o pensamento algo positivo de que recebemos o dia a dobrar sem fazer algum...
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sábado, junho 13

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Tenho tido pressentimentos em sonhos que no despertar se mostram realidade. E isso assusta-me. Há já alguns anos que não me acontecia o que nos últimos tempos me perturba. Noites mal dormidas, resultantes num cérebro cansado e cismado 24h sobre 24h.
Tenho o pressentimento de que algo não está bem, não comigo, mas com algum dos meus. É forte o que me diz que algo está para mudar... Só não quero ter a cabeça quente na hora de ponderar e/ou aconselhar.
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No, i can't breakdown now... if not for me, for someone else !?!
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sexta-feira, junho 12

Guess what !?

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São muitas as vezes em que ultimamente dou comigo a pensar em demitir-me da loja. Fruto de cansaço, talvez. Um emprego para onde fui por vontade própria, na altura sem qualquer necessidade, e que agora tem horas extremamente desgastantes física e psicologicamente. Um emprego que me deixa praticamente sem tempo para mim...
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Tempo para mim? Para quê?!? Se numa semana de feriados, com um fim de semana "xxl", nada mais me preencheu que não o aborrecimento. Tempo para conviver com a solidão...
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Definitivamente...
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...aqui estou eu como um papel vazio.
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terça-feira, junho 9

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OBRIGADA
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àqueles que me "lêem"
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e de uma ou outra forma se preocupam
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e tentam dar-me forças para arrebitar e alegrar!
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[ um "thank u very much" especial p'ra minha companhia diária :-) ]
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segunda-feira, junho 8

Sem vontade de arriscar...

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...assim como sem vontade de acordar!
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Há dias em que uma pessoa simplesmente se deixa ir a baixo. Sem motivo algum em especial, o que falta mesmo é motivação. Sentimo-nos aborrecidos, sem força, como que inertes. Parece que falta "algo" não sabendo ao certo o quê. - É assim que hoje me sinto! Depois de um aborrecimento repentino me inundar na passada noite, hoje acordei querendo "nada"...
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Cansaço? Vazio? Falta de sol? Saturação de estar em casa? Explicações não as há... apenas a certeza de que hoje não me apetece arriscar a viver.
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Apenas quero não me iludir de novo!
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[e hoje cá me sinto como um peixe fora d'água... gluck... gluck...]
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quinta-feira, junho 4

Tô lôca...

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...só pode !?!
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Tou p'ra paixão assim como o Sol e a Lua p'ra nós:
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Um vai, outro vem... ...Um vai, outro vem... ...Um vai, outro vem...
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Mania de andar constantemente às cabeçadas! A mãe não comprou o capacete com'ó pediatra mandou, a rapariga apanhou o gosto p'ra tod'a vida!

terça-feira, junho 2

Teoria dos "Ms"

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P'ra quem bem me conhece (diga-se de passagem, poucos) não é estranho ouvir falar na teoria dos "Ms". Ao longo do tempo, enquanto que eu fui tendo cada vez mais certeza da mesma, também as pessoas foram acreditando mais nisso. De modo que já não estranham ouvir-me fazer perguntas que a muitos nada interessariam. lolol
A verdade é que a minha vida, não sei porque carga d'água, está repleta de "Ms". Coincidências ou não, está sempre presente em tudo que me é importante, sejam nomes de pessoas queridas, locais marcantes, profissões, etc... Pode parecer uma estupidez (é certo que parece) , mas por isso mesmo desenvolvi a teoria que até no que toca a homens eu saberia sempre se haveria hipóteses ou não caso houvesse neles um "M" - chamem-me doida, é bem possível que o seja. lolol
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Sou eu Mariana Maciel, nascida em Março, natural da Maia, filha de José Manuel Maciel e Maria da Conceição Macedo, irmã de Ricardo Miguel Maciel, cunhada de Rosa Maria, tia de Nuno Maciel, licenciada em Comunicação Multimédia, estágio profissional no jornal MaiaHoje, 1º emprego na MeiasMedidas, colaboradora da firma M.M.COL, funcionária do Marshopping, sócia da empresa Mate... etc, etc, etc...
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